New Zeland

A guerra só fortalece e trás a tona os guerreiros de fé com a mente sã lhe põe de pé. Quando a determinação se faz presente, nos tornamos guerreiros fortemente armados contra as energias negativas. Sendo assim: Os guerreiros somente usam a verdade. Já os covardes só lutam com a mentira.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Diário de Patrícia- Pag.96 a 100

18/07/2005- Pag.96

Chegamos antes do almoço e para minha surpresa ja no aeroporto um motorista com carro ja nos esperava. Fora a hora em que adormeci durante o voo, o restante fui traçando com Pedro algumas estratégias para quando chegarmos a filial. Durante boa parte do caminho também do aeroporto ao hotel fomos conversando sobre essa empresa... Até ele do nada perguntar como eu conseguia fazer de conta que eu nunca tinha sido abandonada por ele, que eu nunca tinha me envolvido com ele, que eu parecia ser duas pessoas distintas do que ele conheceu e se envolveu e deixou, por uma pessoa cheia de brilho e sede de vencer. Como se eu não me ferisse mais em estar perto dele, como eu poderia ajuda-lo depois de tudo e faze-lo se sentir importante, mesmo vendo que eu não o incluía mais em minha vida pessoal. Eu não sabia que fazia isso com ele. Ele disse que admirava essa pessoa que viu ser moldada. Quando saímos do carro ja no hotel onde ficaríamos hospedados, pedi perdão. Perdão por te-lo enganado por tantos meses. Ele disse que perdoava e que dava todo apoio para essa pessoa que me tornei. E que por causa disso, por causa do que ele estava reparando esses meses, ele começava a crer que realmente Deus existia. Fiquei espantada, pois nem sabia que ele era ateu.

19/07/2005- Pag. 97

A coisa está mais assombrosa do que imaginamos. Nem sei como a filial tem se sustentado durante esses meses. Nosso almoço foi acontecer por volta das tres da tarde. Minha cabeça estava explodindo de dor, não tomei café da manha e fui almoçar tarde demais. Agora são quase meia noite, vou dormir.


20/07/2005- Pag. 98

Comentei com Pedro que eu iria a Igreja em meu horário de almoço, então se ele quisesse encomendar alguma coisa para comer na empresa mesmo. Pois diferente de mim ele prefere comer na empresa... Ele negou. Arrisquei e chamei para ir comigo e de lá a gente parava num restaurante. Então ele do nada aceitou. Reparei que Pedro está tratando-me com um certo respeito que nunca imaginei que ele fosse ter por mim. Percebi que não ha em mim mais interesse por ele. Fiquei contente quando nosso assunto não profissional foi sobre o quanto estávamos cansados e sobre a filhinha dele. Se ele ainda nutria alguma coisa por mim, ele está querendo que seja passado. Creio eu. E eu também quero que seja passado.

21/07/2005-Pag.99

Ontem saímos para almoçar por volta das duas e quarenta. Chegamos cinco minutos atrasados a igreja e ele manteve a palavra e foi. Nos sentamos e ele nada falou. Assistiu tudo calado. Depois que terminou fomos ao restaurante e ele nada mencionou. Se eu pergunto alguma coisa ele fica serio e muda de assunto. Sei lá... Liguei para minha vo e ela disse que estamos arrebentando. Isso so me motivou a continuar. Amanhã reuniremos algumas os diretores da empresa e apresentaremos os relatórios de tudo que conseguimos nesta semana e querendo ou não algumas pessoas serão desligadas amanhã. Dá um frio na barriga. Sinceridade. quando vi o tamanho real do rombo, me deu dor de barriga. Mas coloquei tudo nas mãos de Deus. enfrentar aquelas feras somente com Deus mesmo.

23/07/2005- Pag.100

Voltaremos amanhã para casa. Ontem o próprio senhor Antonio mais alguns executivos vieram estar conosco para ouvir o que tínhamos a apresentar e as nossas "teorias". Dez pessoas aceitaram ser demitidas do que levarmos adiante, pois se eram ou não culpadas, sairiam com a reputação pior do que um monte de lixão. Depois disso os assessores foram a mídia dar as explicações, sem detalhes, do que aconteceu. Sei de mim que minha cabeça saiu dali latejando. Nem o "bom trabalho" do presidente da empresa a mim e ao Pedro amenizaram. Passei a manha de sábado de cama, mas por volta das onze resolvi sair e aproveitar um pouco as feiras e praias da região. Vi cada tecido lindo. mas o ápice do meu passeio foi ver um tapete da minha vo na feira em que fui. Comprei uns tecidos coloridos para levar. Acho que minha avó vai gostar. Ah, peguei os alguns cartões dos comerciantes da região e vamos ver o que Deus inspira...Rsss.. A tarde fui a Igreja e quando voltei para o hotel soube que nossa Igreja tinha sido roubada. Levaram o teclado, os refletores e outras coisas. Quando soube eu fiquei super revoltada. Eu vo o quanto o pessoal do Grupo Jovem se humilharam para levantar o valor para a igreja ter um teclado melhor. Ainda arde dentro de mim essa revolta. Liguei para minha vo e conversei com ela e com o que recebi desse trabalho comprarei outro teclado. Vai tudo, minha faculdade vou ir pagando mensalidades mesmo. A casa de Deus não pode ser violada desse jeito. Ai que revolta!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

LIMITE IMAGINÁRIO

Numa granja, uma galinha destacava-se entre todas as outras pelo seu espírito de aventura e ousadia. Ela não tinha limites e andava por onde queria. O dono, porém, estava aborrecido com ela. As atitudes dela estavam a contagiar as outras, que já estavam a copiá-la.

Um dia, o dono fincou um bambu no meio do campo e amarrou a galinha a ele, com um fio de dois metros. O mundo tão amplo que a ave tinha foi reduzido até, exactamente, aonde o fio lhe permitia chegar. Ali, ciscando, comendo, dormindo, estabeleceu a sua vida. De tanto andar nesse círculo, a relva dali foi desaparecendo.

Era interessante ver delineado um círculo perfeito à sua volta. Do lado de fora, onde a galinha não podia chegar, a relva verde, do lado de dentro, só terra.

Depois de um tempo, o dono compadeceu-se da ave, pois ela, tão inquieta e audaciosa, era agora uma apática figura. Então, soltou-a.

Agora, estava livre! Mas, estranhamente, a galinha não ultrapassava o círculo que ela própria havia feito. Só ciscava dentro do seu limite imaginário. Olhava para o lado de fora mas não tinha coragem suficiente para se aventurar a ir até lá. E assim foi até ao seu fim.

Nascemos tendo os nossos horizontes como limite, mas as pressões do dia-a-dia fazem com que, aos poucos, os nossos pés fiquem presos a um chão chamado rotina. Há pessoas que enfrentam crises violentas nas suas vidas, sem a coragem de tentar algo novo, que seja capaz de tirá-las daquela situação.

Admiram os que têm a ousadia de recomeçar, porém, elas próprias procuram algum culpado e vão ficando dentro do seu “círculo”.

O mercado sempre coroa com reconhecimento aqueles que inovam, criam e chamam a atenção. O segredo do sucesso está na criatividade.

Criar é pôr em prática algo que não existe. É correr riscos. Isto é um facto, mas como se poderá saber o final da história se não se caminha até ao fim?

Espero ter colaborado em algo, Bjf